Um mundo mais tolerante? Comece por você! por Aline Daher


A tolerância costuma ser entendida como nossa capacidade de suportar o que acontece conosco.

Mas, quando suportamos, é como se deixássemos aquilo que nos incomoda se acumular e nos reprimíssemos até não aguentarmos mais. Como se fossem colocando sacos de cimento nas nossas costas e não disséssemos quando parar até que estivéssemos soterrados.

Tolerar, no dicionário, significa ser indulgente ou condescendente. Ser indulgente significa ser capaz de perdoar e, ser condescendente é consentir, ou aceitar.

Isso significa que tolerar não tem a ver com agredir a si para deixar que o outro (ou você mesmo) faça o que quiser sem medir consequências, mas sim saber aceitar e perdoar, quando você, ou o outro, não forem capazes de fazer diferente, ou da maneira que você esperava.

Ser capaz de aceitar aquilo que você não controla, aceitar os próprios erros e perdoá-los, assim como os das outras pessoas, é ter a sabedoria de que cada um está dentro de um determinado contexto tentando cumprir seu papel. E que a maioria não tem a chance de refletir sobre o impacto de suas ações na vida dos demais e nem na sua própria.

Para treinar a tolerância, você pode incluir, na sua rotina, momentos de contemplação ou exercícios de meditação. Uma das habilidades que você treina com isso, é aprender a sair do modo reativo, quando desejar.

A proatividade que desenvolver vai te permitir dizer ao outro aquilo com o que não estiver de acordo, sem um tom agressivo ou ameaçador, e na hora certa. E perdoar quando o outro não compreender seu ponto de vista.

Desta forma, você não deixa o mundo ao seu redor (e às vezes nem seu próprio diálogo interno) te soterrar, mas também não se estressa a cada acontecimento ou comportamento que não atender suas expectativas.

E por falar em expectativas…

Treine sua autopercepção para identificar quando e quais expectativas está criando e em que intensidade. Lembrando-se de que quanto mais tempo você dedicar pensando sobre o que espera maior vai ser seu envolvimento emocional e a tendência é que a frustração seja maior também.

Isso vai influenciar seu grau de tolerância. Porque, afinal, se você tem a expectativa alta, normalmente acredita que tem controle sobre os acontecimentos. 

Por exemplo, se você se prepara e espera ter um desempenho excelente numa apresentação de trabalho, isso não garante que tudo correrá como previsto. 

Mas, e se, ao invés de criar grande expectativa sobre o resultado positivo do seu trabalho, você der o seu melhor no preparo e compreender que você, as outras pessoas e os sistemas são passíveis de falha?

É mais provável que você se prepare também para lidar com os imprevistos, de forma a estar mais presente e mais tranquilo no momento da apresentação, e poder usar sua capacidade de adaptação para contornar as dificuldades e ainda extrair bons resultados.

Treinar sua autopercepção e sua adaptabilidade são formas excelentes de se tornar mais tolerante.

E você o quanto você está tolerante diante das incertezas, da complexidade na tomada de decisões, do stress?

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Aline Daher está, há 10 anos na área de desenvolvimento humano. É professora do DeROSE Method e Facilitadora do Programa Mindfulness Design. Graduada em jornalismo, dedica-se à produção e edição de conteúdo há mais de 17 anos.

E-mail: aline.daher@derosemethod.org

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